A Saga do Fundo Infinito parte II
O improviso tá na moda!
As pessoas sempre recorreram ao improviso para resolver seus problemas. Desde o começo dos tempos os humanos improvisaram pincéis para pintar nas paredes das cavernas, pedaços de pedra para matar uns aos outros e substâncias desconhecidas para alcançar algum tipo de nirvana (chá de fita, estou falando com você!).
No futebol, a bicicleta foi inventada num improviso de Leônidas da Silva; na música, o canhoto Jimmy Hendrix inverteu a guitarra num improviso que lhe transformou num ícone. Hoje em dia, mais do que nunca, tá na moda improvisar: todo dia aparece um novo comediante na TV que tem como seu ponto forte o improviso. Então porque não improvisar?
Estávamos precisando de um fundo infinito para o estúdio, pensamos em várias (e caras) alternativas, até que achamos na intrawebs uma opção viável e que poderíamos fazer nós mesmos. A ideia é simples: um pano branco e esticado que percorre a parede inteira. O quão difícil isso pode ser?! Então lá fomos nós procurar maneiras de produzir nosso próprio fundo infinito.
Tudo que iríamos precisar era alguns ganchos para fixar o pano à parede e o pano em si - simples e mágico! Na verdade nem tanto.
Primeiramente devo dizer que as minhas habilidade de marido de aluguel, descritas na primeira parte da saga, não são tão boas aos olhos da sociedade quanto aos olhos da Stephanie, mas eu até que consegui me virar com a furadeira (para comprovar o quão bom é meu trabalho é só conferir as prateleiras aqui do escritório!) e pregar os nossos ganchos nas paredes.
O que falta agora? O Pano!
E como foi difícil achar um pano satisfatório! Procuramos um pano branco e de boa espessura em inúmeras lojas (na verdade foram duas) até que achamos um ideal, mas com um problema… como o comprimento máximo do tecido é de 1,5m e a altura na nossa parede é de 2,(algumacoisa)m tivemos que comprar dois pedaços de 3m x 1,5m para futuramente costuramos um ao outro, até pensamos em grampear os dois e depois pintar os grampos de branco, mas ai já ia favelar demais a parada.
Depois de aspirar o chão fui instalar o nosso fundo (que atualmente está pela metade, já que ainda estamos procurando opções para costurá-los), mas antes eu deveria criar um intricado sistema para unir as pontas dos panos aos ganchos na parede, sistema esse que eu não descreverei por ter sido um processo extremamente técnico e meticuloso, quase científico.
Bem, com o pano preso e esticado estava na hora de dar o primeiro “test-drive”, e por enquanto até que não nos saímos tão mal!
Por hoje é só, pessoal, em breve mais notícias sobre o nosso desenvolvimento.
Abraços.
Tags: estúdio, fundo infinito, improviso, studio

March 8th, 2010 at 11:42 am
[...] valor dos homens para trabalhos tão importantes como trocar lâmpadas, abrir potes de azeitona e construir estúdios improvisados, nós queremos homenagear as mulheres nesse dia dedicado a elas. Para isso, fizemos alguns retratos [...]